quinta-feira, 7 de março de 2013

Análise: Hell Yeah! Wrath of the Dead Rabbit

O coelho sempre foi visto como uma figura graciosa, fofa e gostosa de se ter. Mas em Hell Yeah - Wrath of the dead rabbit o oposto se mostra de forma cômica e divertida, ao melhor estilo Arcade, trazendo consigo a essência que só o estilo OldSchool tem. Embarque nesta louca e eletrizante aventura a bordo de seu "Chainsaw Jetpack" e todos seus equipamentos pelas estradas infernais, onde você deve mostrar quem realmente manda neste inferno mais louco do que possa imaginar, do jeito único que só a Arkido soube fazer.
E então, monstrão, vai amarelar ou vai mostra quem é que manda?

Uma história pra lá de doida

O inferno era governado por King Hare, que dominava e controlava tudo com garras de ferro. Todos respeitavam e obedeciam suas ordens sem questionar, mas até mesmo no inferno, não há regras a serem respeitadas por alguns.



Esse é o caso do principe Ash que, após a morte de King Hare, assumiu o poder. Com todos os monstros aprisionados em cadeias e presos por correntes, não havia nada com o que se preocupar. Mas como todos os coêlhos tem um segredo, Ash também tem o seu. Seu segredo era nada mais nada menos do que um masturbador de primeira. Ele foi pego tomando banho em seus momentos de luxuria com seu pato masturbador, que era usado como vagina artificial para seu bel prazer. Como todo papparazi quer ganhar um trocado por fora, posta as fotos de Ash na Hellternet e todos os monstros de lá ficam sabendo de seu segredo. Ash, inconformado e sem saber quem foi e, com a idéia de que tudo estaria comprometido, se convence-se de que não se vingaria de um unico monstro culpado pelo post na hellternet, mas promete para si mesmo que se vingaria de todos.

Botando pra quebrar

Produzido pela Arkedo Studios e distribuído pela SEGA, Hell Yeah - Wrath of dead rabbit traz para nós a sensação nostálgica de realmente estar jogando um game clássico, mas com visuais otimizados. Sua jogabilidade simples e fluida é percepitível nos primeiros instantes do jogo tanto ao pular para pegar as moedas quanto usando os equipamentos do personagem. Logo no primeiro estágio, o jogo consegue arrancar risadas do jogador, pois a diversão mostra a cara sem pedir licença. Também é possível customizar o personagem e seu Jetpack Chainsaw, podendo escolher até cinquenta customizações diferentes para seu personagem e nove para o Jetpack Chainsaw. Sendo que as customizações para serem usadas devem ser destraváveis no decorrer do game. Aqui você pode usar “metralhadoras, lança granadas, lança foguetes, pistolas” entre uma grande variedade de armas e acessórios acompanhados de seus respectivos upgrades.
Sem deixar de lado, Hell Yeah também tem uma lista de cada monstro eliminado, totalizando em cento e um tipos diferentes, e cada um possui um valor em dinheiro, que é gerado ao pô-los eles para trabalhar como seus escravos em uma ilha paradisíaca.


O game também envolve alguns puzzles e Quizzes, nos quais as respostas na maioria das vezes são engraçadas e, para ajudar, uma musica aumenta mais o humor negro contido no game, trazendo mais risadas para o jogador. É claro que antes disso tudo iniciar, temos os grandes momentos de loading, mas calma. Hell Yeah tem carregamentos rápidos e relaxantes, pois enquanto você aguarda o game começar, você ouve um jazz ao melhor estilo do “jazz de elevador” que vemos muito em filmes e desenhos. A trilha sonora é boa, pois enfatiza cada momento do jogo, seja em cenários macabros, combate contra os chefes ou numa viagem de férias a uma ilha paradisíaca, pois acompanha de mãos dadas os momentos do game, incluindo a parte gráfica, que foi bem trabalhada para o estilo de jogo abordado. A variação de ambientes também é notável, não dando um ar monótono ao jogo, pelo contrario, dando um gosto a mais por cada zona a ser liberada. O desafio contra os chefes também marca presença aqui, mas para poder eliminá-los é necessário enfrentá-los três vezes seguidas, sendo cada uma delas em uma área diferente do cenário, fazendo assim o combate mais trabalhoso.



Detalhes pequenos de um coelho só

Hell Yeah - Wrath of the Dead Rabbit traz algumas falhas desagradáveis. Uma delas é o nível de dificuldade, que não pode ser alterado ao iniciar um novo jogo e nem durante o progresso . Alguns cenários são muito extensos, pois cada porta requer uma quantidade consideravelmente alta de monstros capturados para poder ser destravada, tornando assim o game fatigante em algumas ocasiões.

O sistema de dano é absurdo, pois se você ficar travado em um canto e o inimigo estiver indo e voltando sem ao menos te atacar, conta como se fossem ataques consecutivos, reduzindo sua barra de vida muito rápido. Isso com certeza é um dos pontos que deixará os jogadores furiosos, incluindo alguns estágios que terá certas situações em que o jogador morrerá em apenas um único movimento



E então, vai ajudá-lo ou não? 

Mesmo com estas falhas, Hell Yeah - Wrath of the Dead Rabbit se põe como um título arcade de qualidade e cumpre perfeitamente com seu papel de diversão frenética e desenfreada com momentos de comédia e humor negro, que irão arrancar gargalhadas constantes do jogador, é um jogo que é indispensável para os amantes do gênero e que, com certeza, irá divertir o jogador até o final. Lembrando também que o coelho está presente nas plataformas PC e PS3 somente sob distribuição digital.

Prós

Diversão contínua;
Jogabilidade boa e fluida;
Variação de armas e equipamentos;
Ótima direção de arte musical e visual;

Contras

Impossibilidade de selecionar a dificuldade;
Monotonia ao liberar algumas portas do jogo.

Hell Yeah: Wrath of the Dead Rabbit – Xbox 360 – Nota final: 8,5

Gráficos: 10 / Som: 9,0 / Jogabilidade 8,0 / Diversão: 8,0

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